Precisamos combater o racismo

Precisamos combater o racismo

George Floyd era um afro-americano de 46 anos que buscava mudar de vida. Saiu da sua cidade natal –  Houston, no Texas – em busca de emprego. Foi morar em Minnesota e chegou a trabalhar como segurança de um restaurante na cidade de Minneapolis. Mas, por causa da crise causada pela Covid-19, Floyd ficou desempregado.

Infelizmente, dias depois de perder o emprego, ele também perderia a vida por causa do racismo. Ele foi duramente abordado por policiais, pois era suspeito de tentar usar uma nota falsa de U$$ 20,00. Mesmo após algemá-lo e imobilizá-lo de bruços no chão, o policial Derek Chauvin ajoelhou sob pescoço de Floyd. Insistentemente ele pedia “por favor, não consigo respirar”. Aos poucos ele fica completamente imóvel e, ainda, sim, o policial manteve-se ajoelhado por mais quatro minutos em cima dele.

O final, o mundo inteiro já sabe: George Floyd morreu por asfixia. Também conhecido como “o bom gigante”, Floyd deixa uma filha de 6 anos. Em manifestação, nos ombros do melhor amigo do pai, ela disse sorrindo: “Papai mudou o mundo!”.

O assassinato de George Floyd foi algo terrível e perturbador. Impossível não ficar consternado com os vídeos da abordagem policial que, rapidamente, viralizaram na internet. Floyd era um homem comum, não hesitou com a abordagem policial, não resistiu. Ainda sim, foi morto brutalmente e teve seu pedido de socorro negado por várias vezes.

Ele foi assassinado simplesmente por causa da cor da sua pele. Sim, em pleno século XXI ainda precisamos falar sobre racismo. Até quando pessoas negras terão seus direitos violados por causa da cor? Não é preciso ser negro para ficar indignado com essa situação: basta ser humano!

O caso de Floyd foi a gota que faltava e fez reacender a história de violência contra negros. As manifestações de repúdio à morte do “bom gigante” são absolutamente legítimas e servem para nos lembrar que devemos repudiar qualquer tipo de discriminação.

Por isso, o Conselho Federal de Administração (CFA), em nome de todo o Sistema CFA/CRAs, reforça, mais uma vez, o seu total repúdio ao racismo e a discriminação. No CFA, as vidas negras – e de todas as outras cores – importam!

Nossa tolerância é ZERO para este tipo de absurdo e nos solidarizamos com a população negra, no Brasil e no mundo, que, infelizmente, ainda precisa enfrentar o mal do racismo.

Ao racismo, dizemos basta!

 

Adm. Mauro Kreuz

Presidente do Conselho Federal de Administração

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